Arquivo da categoria: terapia alternativa

O mosaico e o tempo..

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Tentando entender os caminhos
dos atalhos das brumas que penetro
me embrenho nas paisagens antigas
indistinguíveis,
não sei o que percebo neste mosaico
onde me sinto parte e todo
pequena chama de luz
se queimando no fogo
alfa e ômaga principio sem fim
origem indisfarçavel deste grito,
sussurro da vida que brota
neste parto solene divino e  humano
de um deus que se entrega a dor
para sentir o prazer dos sentidos
na dualidade que mascara o tempo
a eternidade e o amor…

Mariangela Barreto

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/6171743

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Não é o fim…

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Não vou mais chorar saudades
nem verter lágrimas de dor
vou olhar pra frente,
desvendar horizontes,
Não vou mais sentir o vazio
que a sua partida em mim deixou,
vou rever meus planos
revirar as crenças
arrancar o luto,
enfrentar a dor,
abrir porões expulsar tristezas
que me deixam cega,
vou ver além do palco,
enxergar além dos olhos
que me escondem de mim
pois faz parte da vida,
mais do que nunca,
agora sei,
morrer  não é o fim….

Mariangela Barreto

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/6160424

Templário…

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E aqui estou eu neste momento
cara a cara comigo,qual é meu destino?
rufam ondas de odio,já dobram os sinos
o palco  montado, qual o meu papel?

Joelhos na terra, espada no chão
triste templario nesta solidão
clamo aos ceus por tantos pecados
nada mudou,  sou um desgraçado.

E agora o que faço, qual meu castigo?
ator, expectador,eu sei do perigo
ser ou não ser, ver ou não ver,
qual meu papel, qual meu destino?

Mariangela Barreto

Custe o que custar…

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É preciso recomeçar,
cada vez e sempre
custe o que custar
é preciso expelir a dor
encarar os fatos, as fotos
os sonhos frustrados,
amados, fracassados.

É preciso seguir em frente
depois do parto, do luto
da briga, recomeçar,
seguir, ir em frente, sempre.

Apesar de tudo
é preciso
fluir com a corrente
tornar-se bambu na vida
que não enfrenta vendaval,
deixar-se embalar na chuva
dançar com a  ventania,
fazer amor com o furacao,
sobreviver,
e enquanto espera o sol,
vai vivendo
seguindo,indo.. em frente.

Mariangela Barreto

 

Tanta gente…

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Tanta gente precisando de um abraço, tanta gente precisando de um apoio, tanta gente precisando de amor… tanta gente só, tanta gente triste, tanta gente …

Tanta gente sofrendo desnutrida, dentro e fora de si, completamente  perdida, faminta , tanta gente desvairada destruída sem suporte para a vida, sem amor, sem redenção… sem saída

Bastasse somente um abraço, bastasse somente um sorriso, bastasse somente uma ideia, um conceito,  não somos nada um sem os outros… impossível ser feliz enquanto o outro morre de fome,fome de comida, fome de carinho, fome de amor, fome de ternura..fome de vida.

Bastasse somente o olhar compassivo de paz, de amorosidade com o irmão que passa ao lado, na rua, no metrô, em casa… mudava tudo.. a vibração e a sintonia, assim a chama renascia, se fosse dada a chance de falar com o   coração…

Elo dos elos, pontes das pontes, tanta gente sarada, curada, abençoada, bastasse deixar  o amor desmontar as carências,  a indiferença, a cegueira, a ganância e permitir emergir da alma a verdadeira missão, somos todos um, centelha da mesma Fonte, poeira das estrelas, somos todos irmãos.

Sejamos Felizes… Eu Sou consciencia mutante em evolução..

Mariangela Barreto

As Egrégoras do Medo….

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 A questão do medo é fundamental para a psicologia e compreensão do ser humano, sabemos que o medo como reação a um perigo real é um alerta, mas além disso pode se tornar um agente incapacitante, uma prisão mental  que aniquila a possibilidade de ser feliz,  não permite evolução,  nem mudanças positivas. Ele evoca pesadelos, fantasmas e um terror interior que suprime os sonhos mesmo os mais possiveis. Este entendimento é o mais comumente compreendido e estudado.

Encontrei um artigo maravilhoso que fala sobre o medo num enfoque dificilmente estudado, o titulo da postagem  é  “O medo – A crise” do blog Prama Shanti, terapeuta holistico que eu sigo, este artigo deve ser lido por todos pois é realmente iluminado, esclarecedor,  o link para o artigo original é este:  https://pramashanti.wordpress.com/2015/10/12/o-medo/

No artigo do Prama Shanti, esta analise sobre o medo  é muito mais profunda,  ele reflete sobre  questão energetica/espiritual  que envolve a manipulação do medo por forças trevosas  que subjugam a humanidade não permitindo ou dificultando o máximo o Despertar da Consciencia, em contrapartida a Luz da  Fonte Criadora.O trecho do artigo que cito abaixo é o eixo que considero o mais importante para esta compreensão:

“É necessário uma crise para instaurar o medo coletivo e manter o controle.O medo torna-se uma grande egrégora, uma potente forma pensamento que entra pelos chacras e contamina a todos que se harmonizam com ela. Seus receios tornam-se medos com muito mais facilidade. O medo corta sua ligação com o Todo e lhe prende a matéria. Achata você no chão.E o medo gera mais medo. As pessoas com medo falam de seus medos aos amigos, que ficam receosos e com medo. O espiritual se afasta da mente das pessoas e o material passa a ser o mais importante. A crise passa a ser o assunto de todas as rodas. O medo derruba a ética e a moral, aumenta o consumo de álcool, os excessos e a busca pela inconsciência. E todos são entregues de bandeja às forças trevosas, que passam a manipular corações e mentes cada vez com mais facilidade.O medo é gerado pela ansiedade com relação ao futuro. O oposto do medo é a confiança. Confiar no seu caminho, no seu Deus. Pensar no agora, que é a única coisa que nós temos, o futuro não é nosso.” Prama Shanti 

  E assim ele finaliza :“Estamos criando a nossa realidade a cada instante e vamos passar pelas experiências que nosso Eu interior já definiu. O modo de passar por estas experiências é determinado pelo nosso nível de consciência. Se este nível for baixo, as experiências serão mais drásticas e grosseiras.Não se deixe contaminar por esta corrente trevosa, mantenha a confiança no seu caminho e em vez de divulgar a crise, divulgue a serenidade de quem confia.” Prama Shanti….https://pramashanti.wordpress.com/2015/10/12/o-medo/

Gratidão imensa… são muitos mestres em nossas vidas que vem para iluminar nosso caminho, sejamos felizes…

Mariangela Barreto

A consciência nunca morre…

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E quando o imponderável acontece, caindo  sobre nós o inesperado que nos tira do prumo, nos arranca da frágil zona de segurança que desesperadamente  fingimos existir? Como não se desesperar,  como não sentir-se  desprotegido, perdido, sem nenhuma saida, o que resta fazer diante de algo imensurável e definitivo?

Aconteceu nestes dias  meu jovem sobrinho, tão lindo, meigo, pai de uma menininha de um aninho, que chegou em casa e correu para abraça-lo, o chamou e ele não acordava, porque morreu, o coração parou, assim, do nada, de repente. O que fazer com esta  dor dilacerante  que a gente sente, diante deste imponderável avassalador e inexoravel destino humano do ser lançado para a morte. Uau!… Heidegger e a angústia, tem a vida algum sentido?

Mas não pretendo mergulhar neste abismo da angústia,  submergi muito profundamente por estas águas, agora escolho outros caminhos. Prefiro refletir com Osho, que fala com tanta sabedoria e profundidade que a morte é como uma porta, que é para ser atravessada, inexoravelmente todos nós passaremos por ela. Na minha vida,tantos seres amados já passaram  e sempre doí tanto, tanto e continuo aqui aguardando minha vez .

A maneira como Osho fala da morte, me aquieta, me consola,e ele diz tão sabiamente : ” A morte é uma porta, não é uma parada. A consciência se move, porém seu corpo permanece na porta – exatamente como você chegou aqui e deixou seus calçados na porta. O corpo é deixado fora do templo e sua consciência penetra no templo. É o fenômeno mais sutil, a vida não é nada diante disso. A vida basicamente é apenas uma preparação para morrer, e somente aqueles que são sábios aprendem em suas vidas como morrer. Se você não souber como morrer você terá perdido todo o significado da vida: é uma preparação, é um treino, é uma disciplina.”

A percepção da vida como treino, como aprendizado, como um caminho, preparação como diz Osho, para o morrer, não no sentido de acabar, findar mas como algo maior numa consciencia que avança, que se move´, põe a questão da morte em outra perspectiva. Mas infelizmente no mundo ocidental não é comum a tradição de  acolher com naturalidade, a  mortalidade. Até a palavra morte é temida e até evitada, restando somente o desespero, o medo, tornando-a a grande ameaça que ronda os seres viventes, e nesta concepção é pura angústia.

Finalizo com imensa gratidão a magnifica sabedoria de Osho colhida no seu artigo “Morte como uma porta”(Osho, And the Flowers Showered, Discurso #5):                                                     “A vida não pode morrer.Em algum lugar você ficou identificado com o corpo, com o mecanismo. O mecanismo é para morrer, o mecanismo não pode ser eterno, porque o mecanismo depende de muitas coisas; é um fenômeno condicionado. Consciência é incondicionada, não depende de nada. Ela pode flutuar como uma nuvem no céu, ela não possui raízes, ela não é causada, ela nunca nasceu, então ela nunca poderá morrer.”

E assim vou seguindo, aprendendo, consciencia mutante Eu sou..

                                                Mariangela Barreto

 

 

 

 

As sombras e o lobo do homem…

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Ás vezes eu canso, sim, canso deste excesso de estado de natureza destes tempos no nosso mundo, onde a barbárie reptiliana  se mistura com uma dissimulada humanidade fundamentada na hipocrisia e banalização do mal,  onde a ganância, a intolerância, idéias forjadas nas práticas  de utopias fundamentadas numa libertinagem pseudo democrática desautoriza o respeito, a ética e os valores em nome de uma aparente liberdade, felicidade consumista, prazeres efêmeros, em nome de que mesmo?

Não significa que com este cansaço, eu apoie  o autoritarismo, ou a repressão,  não, eu não apoio totalitarismo, nem absolutismo, nem nenhum tipo de prepotência, mas  entendo que precisamos encontrar um meio termo de organizar melhor e promover  novas formas de pensar e agir com mais equilíbrio e respeito este mundo onde  na mesma energia, somos um todo holístico…

Tenho a clara   percepção do dualismo a que somos impostos por simplesmente estarmos aqui, nesta terceira dimensão densa, traumática, neste agora que processa uma sofrida transição para novos paradigmas. No entanto, maniqueísmo a parte,  a prática pseudo democrática que está sendo aplicada  nestes tempos,  implica em metodologias libertinas com descontrole e desmonte dos pilares que norteiam fundamentos necessários que  embasam a rede de interação e interconexão essenciais para o senso de equilíbrio de comunidades, sociedades, individualidades. Princìpios  que se esgarçam e se corrompem diante da ausência do respeito, ausência  da ética, da ordem, da decência e da falta de diretrizes educacionais para incluir preceitos e princípios humanos numa percepção holística. Desta forma o que impera no mundo atualmente são valores invertidos, inocência lesada, espetáculos arrepiantes, ultrajantes que demonstram claramente quão  distantes estamos do que imaginamos ser : humanidade.

Ás vezes canso sim, suspiro profundamente, e encaro meu ego que me lembra  nesta hora que Thomas Hobbes tem razão, “o homem é o lobo do homem”, meditando profundamente neste cansaço, entendo que o lobo do homem,  são as suas sombras, e  as sombras não passam do medo, e o medo provoca a escuridão  e a escuridão somente existe pela ausência da Luz, então imagino que se cada um no mundo iluminar a sua escuridão interior, as sombras perderão força, e  o mundo será um mundo de Luz, de respeito, amor e paz… novo paradigma holístico, consciência mutante Eu Sou .

Mariangela Barreto

Entre frestas…

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Sei que  não sou ainda o que gostaria de ser, pois  estou sendo  agora  algo  em busca da sua identidade, sou um ente transcendente ..Ando tateando nestas brumas e sombras, onde entre frestas percebo a luz maravilhosa do sol. Não sei o caminho, sou caminhante traçando meu caminhar, sem mapa, ouvindo ecos e murmúrios de sons indeléveis, entre gritos e gemidos, estertores de formas pensamentos, larvas astrais, fadas e sílfides.Sigo hesitante e informal,  desdenhando dogmas e conceitos impostos, onde me revisito, me transmuto, em eterna construção, rastreando as leis imutáveis deste cosmo infindável e interior.

Tenho muitos mestres e muitas vidas, as lições que aprendo estão em cada canto, em cada parte, em cada drama, o mundo é meu guru, no eterno agora onde habito. Absorvo conhecimentos e fundamentos em cada fonte que acho, inumeráveis mestres e seres iluminados, outros disfarçados de gente, camuflados em egos. Enquanto isso eu me percebo como um ente alado, viajante no tempo, captando, absorvendo, aprendendo e  dançando  com a vida, entre o tudo e o nada, a magia e as armadilhas. Uma mente inquieta que se deslumbra quando se cala, quando se lança no vazio aterrorizante e esplendoroso do silencio onde me projeto entre  frestas que me conduzem ao sol, a luz da Fonte, ao inexplicável ,ao mítico, ao tudo, ao nada, entre a continuidade atemporal espacial, energia e matéria, um ente em transição, consciência mutante.

Mariangela Barreto

Até o próximo ato…

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A vida, esta energia vibrante que tudo permeia e que  está em tudo  não tem finitude, é  puro  movimento nestas linhas e traços  que se propagam  indefinidamente entre universos que transitam entre ondas, linearidades, espirais geométricas e fractais  onde a atração vibracional  molda palcos, mundos incompreensíveis e inimagináveis.

Aqui nesta dimensão  densa, onde a sutileza da beleza da energia do jogo de luzes se condensa e limita, mesmo assim, entre as frestas que acontecem entre o tempo do  sono e o despertar, eu tenho a certeza de  que  a vida continua  de várias formas, em várias dimensões, em vários seres e roupagens,  transformações e movimentos,  impermanência é a assinatura deste mistério…

E aqui estou, se como voluntária ou exilada, não sei, importa que estou aqui, consciência mutante, no thaumazein  deste momento existencial que  me surpreende entre  vivencias e desafios diante da diversidade dos niveis de consciência, dramas e revelações  que  existem neste mundo. E diante da imensidão deste espaço multidimensional, eu sou imensamente grata a esta imensurável Fonte de vida criadora, da qual sou uma pequena centelha cocriadora que se revela. Neste corpo onde vivo, lentamente me desapego das vestes e formas, onde o personagem se traveste até o próximo ato. E assim me expando consciência mutante, Eu Sou.

Mariangela Barreto